Poetando e Pensando...

Toda forma de amor em forma de arte.

Regis Caserta
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Tem dias em que olho paisagens e as comparo com pessoas. Quando vejo montanhas, cachoeiras e matas verdes abraçando caminhos e mares acho que você vive ali, semeando e cuidando do cheiro da paz. O entardecer se parece muito com você, quando se deb...
junho 12
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Um banco debaixo da lua
eu, voce e quatro mãos atadas
sobre nós a noite nua
brincando com estrelas emprestadas.

E na contemplação da Terra
o breve sonho de única noite
que o mortal silencio encerra
usando o sol como açoite

Órbitas, esferas, cores e vazios
são azuis escuros de noturnos mares
que na solidão tornam-se sombrios

Neste inventado e impossivel momento
nossa luz estampa-se no céu de antares
e seguimos sós num planar suave e lento

Regis Caserta




"Bons momentos não são os marcados pelo relógio do tempo, mas os da travessia que nos remete para alem dos muros tolos da vida".

Regis Caserta



AMANHECIMENTO

O amanhecer alaranjado
deixa o resto de noite adormecer
gera nova vida e um novo sol de pensamentos.
Sua luz etérea despe-se
na intimidade do mais sensual dos dias.

Entre os acordes de um feliz sabiá
que anuncia a continuação de tudo
noto espasmos no vento frio,
que rouba a vida do jacarandá
desflorido, triste e vazio.

É instante de traçar futuros
momento de respirar mais fundo,
repensar antigas idéias
olhar os horizontes mais distantes
seguir a bússola da vida, do tempo
e abraçar o universo de mais um dia.



Regis Caserta




------


“Restos e gotas de tantas madrugadas,
hoje enfeitam a paisagem da janela
e refazem esperanças nas longas calçadas.
Livro-me do sono, adormeço sonhos
e volto a caminhar em busca das verdades
dos lindos sóis, da breve vida e de nós”.


-------


Deixo que a vida passe sem pressa!
Quero observar detalhes, sentir diferenças.
Importa a essência e não a distância,
a emoção e não a sensação de vazios,
o carinho, o sonho, a compreensão
e não a incerteza da escuridão.
O tempo escreveu um poema de vida
e sequer encontrei tua alma
nem teus sonhos e sorrisos.
Estarei sempre aqui, entre páginas,
letras e espaços em branco
de papeis amarelados de saudade.


-------

Me demoro com as palavras
e namoro cada uma delas
quando falam de você.
São simples poemas,
com gotas de cores e aromas
que escondem os cinzas da vida.
Nelas desenho meus sonhos
porque falam de você
são do tempo, do presente, do futuro,
de agora, de sempre.
Se bobagem ou teimosia, não importa!
Gosto das palavras, das tuas fotografias,
do que imagino sobre teu sorriso
com a luz do sol de junho,
e de todas as luas cheias...

A VIDA É UM GRANDE ROMANCE E O TEMPO NOSSO AMOR MAIS PERFEITO

------

Gosto de olhar grandes estradas, imaginar seus destinos...
Nelas percebo a pressa das pessoas que vão e vem e de todos eles, a quem jamais perguntei para onde ou de onde!
Fico admirando e criando expectativas. Quem sabe os que vão dizem por lá que me viram e os que chegam trazem um pouco de voce.

Regis Caserta


teu beijo doce e vermelho
pareceu-me licor de maçã
refletiu-se no canto do espelho
se desfez com o sol da manhã
espantou-se feito um passarinho
que despertou com meu carinho

dele guardei o pecado
no gosto que trago comigo
do teu perfume um tanto abusado
que vira e mexe eu fustigo
querendo ficar adernado
no oceano desse meu amor antigo

hoje, nem beijo nem gosto...
só me pergunto olhando retratos:
que sabor terá essa boca
desenhada no teu rosto?

Regis Caserta



-----

Tem dias em que olho paisagens e as comparo com pessoas.
Quando vejo montanhas, cachoeiras e matas verdes abraçando caminhos e mares
acho que você vive ali, semeando e cuidando do cheiro da paz.
O entardecer se parece muito com você, quando se debruça num poema
pintando os horizontes com as cores alaranjadas da saudade.
Quando contemplo os céus noturnos acredito que teus olhos estão lá,
quem sabe olhando pra mim?... Quem sabe?
Acho que você tem feições de paisagens, sorriso com jeito de amanhecer,
abraço com ternura de nuvem e um coração maior que tudo que eu possa ver.
Tem dias que você aparece em todos os cantos do universo, bem na frente dos meus olhos...

Regis Caserta


Há um certo tempo eu tinha muito que dizer,
que inventar, pensar, fazer, planejar...
Enfim! O tempo passou e nem tudo foi dito,
nem feito, nem criado e certas coisas
sequer foram pensadas, porque as pessoas
não perceberam meus olhares,
não notaram as cores da minha alegria
e não abraçaram meus gestos,
não entenderam meus atos e preces.
Não leram meus pensamentos,
não viveram os universos dos meus sonhos.
Hoje desenho fragmentos dos pensamentos
que frequentam as páginas repletas
do meu livro mais pessoal, a vida!

Regis Caserta



------

" Na magia de escrever
transformo o jogo do tempo
num xadrez incalculável,
como num conto de fadas e bruxas.
Bordo tramas, teias, labirintos,
e ao tecer a geometria do "sim"
indefiro a partitura da canção.

É trabalho de guerra!
Invejo o poeta que não dorme,
deitado em berço abstrato,
que parece brinquedo barato
de criança adulta, adolescendo,
quando o silêncio põe-se aos berros
ditando um verso sem nexo,
e que depois acaba morrendo.

É quando o poeta em crise
despede-se de rostos e paisagens
imagina um planeta estranho
distante, desconhecido, quadrado.
Anda descalço sobre o mar,
voa sem asas sobre o nada
parindo um antigo filho novo
misturando loucura, liberdade e fantasia."



D E S E R T O

Escorre o suor que me salga a pele,
E chega aos pés que agora rejeitam lonjuras...
Trago nos ombros cansaços e preces,
Que adormecem quando o espírito esquece
E deixa trancadas tantas procuras

Parte de mim mora em mil lugares
Outro tanto vive refazendo buscas.
Lembrando embargos, sufocando gritos,
Silêncios que ecoam nos vazios
Num pequeno banco de praça do passado.

Tenho ainda a companhia da alma
Reconhecendo que os amanhãs não têm fim
Mas eu, mortal, cansado e velho, sim...
Sob as luzes de coisas tão pequenas,
Quero agora a direção das calmarias
Fugir das tempestades de milhões de nadas.
Desejando que os desertos fiquem sem areia e sol,
Tão sozinhos e vazios e pequenos quanto eu...

Regis Caserta


C I C L O

Gira o mundo e roda o céu
na mutação de tudo,
na renovação do tempo,
na transformação da vida,
na maturação da alma
e no anoitecer lunar
que me faz voar.

E gira o fuso
do universo amigo,
no envelhecer das mãos
o desflorescer solar
na direção perdida,
da idade antiga,
no desfalecer da luz,
...aquela mais bonita!

Gira, gira, gira
até não poder mais...
É o entorpecer dos olhos,
é o adormecer de tudo
num abismo azul
sem limite algum,
na cauda do cometa prata
que me leva longe
até o jardim florido
de um lugar comum

Regis Caserta





ESTAÇÃO FLORAL

dançam asas coloridas,
entre os Ipês de flores pálidas,
quando aves e florais confundem-se
na fusão de mil belezas
e de vidas tão iguais

ressonam nuvens altas
na plenitude do silencioso azul
que na direção do azimute
projeta um arco de traço perfeito
na comunhão embriagada
de meridianos celestiais

são asas transmutadas
ora folhas verdes flutuantes
ora secas no chão dos quintais...
nessa floração despedaçada
que espanta aves, borboletas, abelhas
deixando traços de coisas mortas,
outonais, imortais...

Regis Caserta


"Trago na alma o silêncio das velhas alegrias, a gratidão por sentir tantas saudades, as melhores lembranças que envelhecem um pouco a cada dia e o prazer infinito de saber que o amor é um bom amigo que anda comigo".

Regis Caserta



MARES, LUAS E LEMBRANÇAS

havia um mar perto de nós
onde a sós contávamos ondas,
filhas do mar azul a nos velar,
enquanto passava o tempo,
enquanto corria a vida,
enquanto cantava o vento.

vinham com as mares brilhantes
entre turmalinas e rendas brancas
refletindo tons de romance
enquanto podíamos contar
enquanto podíamos lembrar
enquanto podíamos amar

e das tardes enternecidas
ficaram lembranças e vazios de nós
filhos da história e das memórias
enquanto vivíamos
enquanto sonhávamos
enquanto envelhecíamos

e o luar de lua mansa sorriu
numa noite calma como tantas
entre o nada e nossas sombras
filhos da noite única e solene
enquanto a mãe gerava o céu
enquanto nasciam estrelas
sob tênues e noturnos véus

Regis Caserta



Passavam rapidamente as horas quando desejei me pendurar nos ponteiros e estacioná-los, freá-los e até arrancá-los daquele bendito relógio, na esperança de que os bons momentos ficassem para sempre, tal qual os percebo, sinto e recebo desta vida.

Regis Caserta


OLHOS SONHADORES

Para você eu faria
um manto cheio de estrelas
e em meus versos poria
mil rimas, simples e belas.

Por motivos bem singelos,
por sua beleza pura,
por esses seus olhos belos,
que irradiam doçura.

Olhos lindos, sonhadores
que eu contemplo e imagino
ser uma fonte de amores.

E quem os vê, de inopino,
sente bem forte os calores
do rei Sol que vai a pino.

Victor M. Caserta
1916 - 2004




DANÇAM AS ONDAS DO AMANHECER



Imagens que me fascinam
sem saber explicar porque.
A cor, a forma, o movimento,
a grandiosidade,
tudo brilhando sob o sol do amanhecer.
São espetáculos naturais,
deslumbrantes,
que me subjugam pela beleza,
pelo inesperado,
pela escala monumental,
pela singularidade e ternura,
que cintilam por breves momentos
quase imperceptíveis
pairando no firmamento, durante horas
constituindo um festival de luzes etéreas,
únicas e irrepetíveis.
São as auroras celestes
perto de onde moram as nuvens.
Olhando o mar
e supondo o romance entre as ondas e as areias,
em carícias únicas,
desejo imaginar teu rosto
e escrever um poema
inspirado no teu olhar de menina linda.
Sento-me e observo...
É o amanhecer do mar!
Enquanto procuras uma nuvem para sonhar,
vejo as ondas dançando só para você.
Te empresto uma nuvem...
Sonha!...
Enquanto te vejo refletida no mar


Regis Caserta





P R O M E S S A

vou morar no céu
entre a terra e o véu
que separa todos
que divide tudo
onde se apaga o tempo
e já nem sopra o vento
onde termina o mar
onde adormece a lua
onde mergulha o sol
quando vai deitar

vou morar no céu
adocicar o fel
beber da chuva
beber do mar
lembrar de amar
e poder voar
escrever sonetos
de um azul de céu
sem meio e fim
até que eu diga sim
ao fazer silêncios
sobre meus quintais
e fazer eternos
meus jardins florais

vou morar no ar
me pendurar nas bordas
feito fantasia
feito borboleta
no meio das letras
de mais de mil poesias
nas tuas lembranças
entre tuas tranças
e seguir andanças
até o lugar comum
onde me vejam todos
”sorrindo” como sempre fiz
”presente” como eu sempre quis

vou morar no céu
dessa tua boca
onde brilha intenso
o último sol
desta minha vida pouca

Regis Caserta



A CON (JULGAR)

a julgar pelos mares serenos,
entre ventos suaves, amenos,
velejo as águas azuis esverdeadas,
sobre esmeraldas brilhantes,
gracejantes marolas,
envolvendo invenções
desse teu olhar.

velas infladas, respiro noites,
acaricio tuas mãos entre amores,
neste dia, ao meio dia, quase tarde...
até que o momento... Escureça.

a julgar pelos ares,
das madrugadas antigas,
somos silêncios, amigos,
perolizando coisas breves, eternas,
gracejantes ondas, agonizantes
até que numa certa noite,
à meia noite... Amanheça.

a julgar pelo que percebo
nem naufrágio, nem sonho,
nada mais que flutuanças,
refazendo rumos e rotas,
até que no passar do tempo,
não seja noite nem dia,
e no relógio da vida... Entardeça.

não seremos mais
nem sol, nem lua,
nem tristeza, nem folia, nem agonia,
mas almas livres, voando à revelia...
quando nada mais... Aconteça.

Regis Caserta




VOU CHAMAR VOCÊ DE MARIA

Quando a gente pensa que venceu, perdeu!
Quando a gente acha que saiu, nem foi, nem vai.
Quando a gente acredita é mentira e quando é verdade a gente duvida.
Quando a gente sente que tem algo estranho no ar, chovem descobertas.
Quando a gente se junta pra cantar uma canção a vida entoa um adeus
Quando a gente chega, nem sabe o que veio fazer aqui.
Quando, quando, quando? Eu não sei nem você!
A gente não sabe quando é tempo de alegria,
nem quando é tempo de festa, de saudade, de fantasia...
Pois é Maria! Doce Maria que se perdeu na ventania,
num breve verso, na emoção de uma poesia...

Regis Caserta

Há um certo tempo eu tinha muito que dizer, que inventar, sugerir, fazer, planejar... Enfim!
O tempo passou e nem tudo foi dito, nem feito, nem criado e certas coisas sequer foram pensadas, porque as pessoas não perceberam meus olhares, não virão as cores da minha alegria e não abraçaram meus gestos, meus atos e preces. Não leram meus pensamentos, e não viveram o universo dos meus sonhos.
Hoje desenho fragmentos dos sonhos que frequentam as páginas do meu livro mais pessoal, a vida!

Regis Caserta





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Os dias de sempre...

Tem dias em que olho paisagens
e as comparo com pessoas.
Quando vejo montanhas, cachoeiras e matas verdes
abraçando caminhos e mares
acho que você vive ali,
semeando e cuidando do cheiro da paz.
O entardecer se parece muito com você,
quando se debruça num poema
pintando os horizontes com as cores alaranjadas da saudade.
Quando olho os céus noturnos
acredito que seus olhos estão lá,
quem sabe olhando pra mim?... Quem sabe?
Acho que você tem rosto de paisagem,
sorriso com jeito de amanhecer,
abraç… Continuar

Postado em 12 junho 2009 às 10:00 ‚Äî 2 Comentários

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Às 16:36 em 6 novembro 2009, Ana Beatriz Fischman disse...
Obrigada sempre por sua terna acolhida.

Adoraria participar do sarau,porém com uma sugestão ;poderíamos trocar o chá por uma taça de prosecco,rs?!
Bjos na alma.
Às 21:01 em 2 novembro 2009, Fernandes Oliveira disse...
Muito Obrigado pela acolhida

espero fazer muitos amigos por aqui
e participar sempre que possivel

grande abraço
Às 2:54 em 1 novembro 2009, Marcia Mattoso disse...
Reassumi, meu caro!!!
Mal deixei de lado, mas como continuo sem internet, passo por aqui mto rapidamente
mas andei mudando algumas coisinhas, só q deixei vc como administrador comigo, mas se isso te incomoda, vou dar um jeitinho de mudar...rsrs
Beijinhossss!!!
Às 17:16 em 31 outubro 2009, Alvaro Sertano disse...
valeu nobre Regis!
Às 11:55 em 8 julho 2009, Marcia Mattoso disse...
Meu amigo...concordo com você...principalmente eu, que sou quem mais deveria estar por aqui a conversar e organizar tudo para que pudessemos nos entender e nos unirmos mais. Mas...são tantos problemas, um enorme acumulo de funções am vão...a cabeça parece não funcionar.
Obrigada pelo puxão de orelha!
Preciso voltar ao mundo! ando ausente de tudo e de todos, sem vontade ou razão para nada...mas prometo olhar melhor pelo menos para essa nossa casa...quero que seja aconchegante, hospitaleira e cheia de gente além de interessante, amigas e felizes!
Lindo dia para ti, meu amigo!
Beijoooo

...
Às 1:09 em 7 julho 2009, Luciana Barreiro Bastos Arnaud disse...
Desculpe o excesso de recadinhos. Mas você me animou! Este é pra te avisar que coloquei mais umas coisinhas lá na minha página
Beijos
Às 0:52 em 7 julho 2009, Luciana Barreiro Bastos Arnaud disse...
Querido, usando suas palavras, "escrever é um trabalho de guerra!" Com certeza. Uma guerra sem vencedores ou perdedores. Sem mortos ou feridos. Uma guerra suada, transpirada, sofrida, um pouco insana e solitária. Ainda bem que, ebora sejamos ilhas, podemos formar arquipélagos. Somos mesmo caçadores de "restos e gotas", buscadores ansiosos por amores. Somos namoradores de palavras porque adoramos os gestos, aromas, cores, sorrisos....emoções singelas difíceis de serem traduzidas... Vamos à guerra! E aos amores!!!!
Às 0:36 em 7 julho 2009, Luciana Barreiro Bastos Arnaud disse...
Comecei a ler as novas poesias que você deixou aqui e estou emocionada. Sem piequice ou falsidade, são lindas. Vou devorar tudo com cuidado e depois comento.
mais beijos
Às 0:30 em 7 julho 2009, Luciana Barreiro Bastos Arnaud disse...
Obrigada pelo seu comentário em minha página. É um estímulo e uma alegria. Tenho andado meio tristinha e você não tem idéia da alegria ue me deu com seu singelo recado. Nos próximos dias vou colocar outras poesias, tá bom? Te aviso quando o fizer.
Beijos
Às 15:21 em 23 junho 2009, Beatriz Mattoso disse...
Obrigada!
 
 

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